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Pessoas-Árvore/ Tree-People (english version below)

Updated: Aug 21

Há algumas horas chegada em São Paulo, a caminho da padaria mais amigável que conheço, prestes a satisfazer um desejo simples e prazeroso que incubei por esses dois meses na selva - saborear café com leite e pão com manteiga na chapa. É quase como se esse ritual na padaria fizesse a ponte entre estar na floresta ainda ontem e estar aqui numa das maiores cidades do mundo já hoje. Essa facilidade que temos atualmente de nos transportar de lugares radicalmente diferente um do outro num curto espaço de tempo, sempre me deixa de boca aberta.


A Maria me recebe na padaria com a sua largueza de sempre, curiosa para saber sobre a floresta: "dois meses sem internet? sem café também?" Decidiu que iria caprichar e trouxe um café com arte na espuma, que dizia Bem vinda e coração. Expressei a sensação de cura que ela emana, através da sua escuta e presença relaxada em si mesma. Ela compartilhou seu desejo de estudar psicologia e o quanto as crianças adoram seu colo. Consegui visualizar crianças e não só crianças, olhando para ela com a alegria de quem sabe que existe naquele momento!


Sim acredito que todos temos essa missão de lembrarmos uns aos outros que somos sagrados, divinos e humanos. E dentro de nós precisamos confiar nisso. Confiar no amor que sentimos no nosso coração, confiar na nossa voz, confiar no que temos para compartilhar.


Compartilho uma prática que tenho cultivado em vários momentos durante meu dia. Tem sido algo para o qual voltar, e que me lembra da real natureza dos pensamentos e da necessidade de direcionar minha atenção para lugares mais saudáveis em mim mesma. Simples e poderoso!

1) Pause e respire conscientemente

2) Saia da mente e sinta seu corpo

3) Ache seu centro agora, talvez no coração ou no baixo ventre

4) Relaxe e respira lá. Mas relaxe mesmo. E se por algum motivo não conseguir relaxar, simplesmente se acolha e permita o que estiver presente se expressar

5) Traga a intenção de confiança para esse centro. Veja se está disposta (o) a confiar na sua bondade e na sua bela humanidade. Confie nisso! mesmo que sua mente esteja tentando te convencer dos momentos que aparentemente você não foi digna (o) de confiança. Isso é blá blá blá da mente, na verdade estamos sempre fazendo o melhor que podemos!


Espero que essa prática te inspire a se aceitar exatamente como você é!


Lembrando sempre de confiar no desenrolar do seu processo! Roberto Crema, grande mestre da Transpessoal diz que tudo é processo, apesar de sermos treinados a ver e esperar o grande evento. Transformações são geralmente silenciosas. Por isso pausamos e silenciamos para poder escutar!


In English:


I landed in São Paulo a few hours ago, and now I am on my way to the friendliest bakery I know, about to satisfy a simple pleasure that I incubated for those two months in the jungle - to have coffee and butter toast. It is almost as if this ritual in the bakery bridged the gap between being in the forest just yesterday and being in one of the largest cities in the world today. This facility that we currently have to transport our bodies between radically different environments in a short period of time always leaves me in awe.


I spontaneously choose to see each person that cross my path as tree-people, and each encounter fills my heart with gratitude for life. I respond to that enchanted moment with a big smile and meet people looking into their eyes. They all need to know how amazing they are and that it is a miracle that we are here now! I feel that the forest has entrusted me with the mission to remember those who have forgotten, that they are much loved and celebrated! And hopefully they have been good to each other.


Maria welcomes me into the bakery with her usual openness and curiosity about the forest. She asks me pretty astonished: "two months without internet? Without coffee too?" She decided to make it special and brought me coffee with art. The fluffy top part of the coffee had a heart and the words Bem Vinda! (welcome). I expressed how I feel her healing and relaxed presence, and how much I appreciate her deep listening. She shared her desire to study psychology and how children just love being on her lap. I could visualize children but not just children, looking at her with the joy of those who know they are special and have the right to exist!


Yes, I believe that we all have this mission of reminding each other that we are sacred, divine and human. We need to trust the love we feel in our hearts, trust our voice, trust what we have to share.


I would like to share a practice that I cultivate at various times during the day. It is something to go back to, and it reminds me of the real nature of thoughts and the need to direct my attention to healthier places in myself. It is simple and powerful!

1) Pause and breathe consciously

2) Get out of the mind and feel your body

3) Find your center now, perhaps in the heart or the lower abdomen

4) Relax and breathe there. Really let go and relax. And if for some reason you are unable to relax, simply welcome yourself and allow whatever is present to express itself

5) Bring the intention to trust that center. See if you are willing to trust your natural goodness and your humanity. Trust that! even if your mind is trying to persuade you of the moments that apparently you were not trustworthy. This is blah blah blah of the mind, in fact we are always doing the best we can!


I hope this practice inspires you to accept yourself exactly the way you are now!


Always remembering to trust the process! Roberto Crema, one of my masters from Transpessoal Psychology says that everything is in constant transformation. Although we are trained to see and wait for the big events, transformations are generally silent. So we pause and silence ourselves to be able to listen more deeply!


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Juliana Bizare

a path with heart